
Acredito que todo e qualquer problema começa de um ponto fundamental, no qual se acoplam uma série de outros comportamentos e sentimentos.
Depois que o mundo sofreu a maior ruptura da história, quando da queda moral e ética do cristianismo, o mundo se foi mudando ao passo de outras transformações.
Com a guerra, o abuso de poder e da classe trabalhadora o homem foi se enfraquecendo e enriquecendo em uma série de fatores distintos.
Muitos autores já sugeriram que a deterioração da personalidade nos tempos modernos e pós-modernos acompanham a história obscura e cheia dos resquícios dos sofrimentos do qual fazemos parte. As emoções, desejos e sensações se foram alterando.
Quando dizia dos pontos fundamentais ao entorno do qual os problemas se estruturam, o principal deles se relaciona ao campo dos relacionamentos afetivos. Comecemos, então, do ninho de onde se desenvolvem os outros laços. A família. E falemos abertamente.
Misturando essa linguagem de blá-blá-blá acadêmico sugiro que o leitor embarque na possível viagem de um casamento ideal.
O casamento perfeito parte I:
Homens e Mulheres precisam compreender e aceitar suas conjecturas e características específicas dos sexos, sempre equivocadamente (mal) cobertos pela mídia nas chamadas “reportagens especiais”.
Premissas de difícil deglutição devem ser aceitas.
No casamento ideal as pessoas se unem por afinidades e é através delas que são criados a admiração, carinho e respeito, que são os pilares do amor.
Esqueçamos, ó senhor, de uma vez por todas a história das “metades - tolas - da laranja”. Ninguém deve ser metade de alguém. No amor nada se pode pôr a perder.
O crescimento intelectual e espiritual que se desenvolve em períodos únicos e distintos mantém-se fiéis a cada um. Esse é o contrato.
Sinceridade, que gera confiança e respeito são obviedades. Talvez esquecidas ou obscurecidas nos entremeios das mensagens dos avatares da história, mas devemos refazê-las assim: te dou confiança, e em troca recebemos-nos nossa tranqüilidade.
Ah, sim! Não sou terapeuta de casais ou algo que o valha. Na verdade dediquei minha vida a ver o que não se vê assim logo de cara. Acabei me interessando por entender umas das coisas mais difíceis da vida que, infelizmente, “samo nozes”.
Viver é delicioso e complicado. São pólos muito extremos para que possamos discernir o que é a realidade e o que é o engano e confusão do nosso retardado inconsciente. Esse doido varrido e desequilibrado.
Acredito na teoria do caos, porque geralmente a poeira abaixa depois do turbilhão. É só pagar pra ver. Uma das formas, retomando a minha idéia – ou convicção?-, do casamento ideal seria apegar-se a todos os sentimentos que sejam os mais singelos possíveis. Hein..?
Que o amor se faz e se constrói na atividade do dia-a-dia é ater-se aos grandes clichês - toscos e mal argumentados - da história. O amor e o casamento são rituais da existência que emergem de uma experiência maior, individual e paralela. Quem se preocupa em amadurecer internamente, certamente estará disposto a engolir o que é difícil de engolir, respeitar o que é difícil respeitar, e aquilo que não se pode mudar, apenas conviver.
De um comportamento ideal desses, e espero que não imaginário, filhos e família e amores se vão construindo com seus abalos, certezas e transformações. Mudanças das etapas da vida que sempre estarão à espera de comportamentos inovadores. Finalizaria a minha idéia ideal do casamento ideal que vou construindo dizendo que as liberdades e experiências individuais também são os ideais dos filhos.
Seria realmente perfeito, ainda mais, se os pais, por uma questão básica de ordem de nascença, fizessem o favor de deixar de apagar o filme da juventude e rebeldia deles. E parassem um pouco com essa postura paternalmente paternal. E boba. Porque é frágil.
Também por questão de ordem de nascença, afinal a gente sofre e capenga a vida toda pra aprender a ser humilde, educado e paciente (ainda mais numa cidade dessas...!!!), o único delicioso objetivo disso tudo é passar esse conhecimento à diante.
E assim caminha a humanidade. E tal...
Logo, os pais lá do casamento perfeito iriam aprender a relevar os desequilíbrios da pior fase da existência da vida! Os adolescentes nada mais são do que aquelas mesmas pessoinhas os quais os pais deram à luz e que enfiaram na cabeça deles as melhores coisas que puderam.
Batidas de porta, gritos, falta de respeito, dizer que odeia o pai, a mãe e a família toda até a quadragésima quinta geração dos seus bisavós nada mais são do que a fase da diferenciação. Olha que bonito! O pessoal crescendo e tal...
É quando o adolescente PRECISA, por questões de sobrevivência, achar algum defeito em toda a vasta criação de seus pais, procurar pêlo em ovo, onde está o Wolly...
Só assim as pobres coitadas dessas pessoas podem se auto-afirmar. Deixa. Deixa pai! Ô!
E no final das contas os jovens adultos voltam sempre felizes e sem mágoas pra casa dos “coroa”. E certamente, agradecidos por tudo o que fizeram.
Isto posto, e para completar a euforia que se abate sobre o ideal do casamento perfeito que aqui empreendi, peço que finalmente, pelo amor de deus, “façavor”, “pelamor”, que as pessoas assumam suas profissões, afazeres, responsabilidades e rédeas da vida.
Ninguém merece mulher com cara de depressão profunda e princípio de “revirginação” ou “trancamento de vagina”, ou seja lá o que for, que não sai de casa e ainda põe a culpa no pobre coitado do diacho de marido que ELA escolheu pra vida.
E que todo mundo falou...
O famoso”eu falei pra você”da sua ta-ta-ta-ta-ravó.
A família sempre estará presente, da formatura à comemoração de mudança de cargo ou aumento de salário “mínio”. No entanto o que só nós podemos fazer são as tais das realizações pessoais.
Não refletir sobre si pelo menos trinta minutos por dia, ficar andando aleatoriamente pela vida e sem rumo é prejudicial à saúde. Se o seu caso for esse, faça flexões...! De se autoconhecer todo o resto depende.
O resto que não se realiza fora de si é frustração, mágoa, arrependimento, acomodação e desamor. E combinemos aqui que isso dá gastura. Evite.