21 de fevereiro de 2008

The American Buda...!

Acessava os meus e-mails diários quando vi ao topo da página a propaganda comercial de um livro. O título era daquela maneira americana de ser, e vender: The Emotional Intelligence Quick Book. Anteriormente à frase, o nome de Dalai Lama seguia sugerindo uma relação entre coisa e outra coisa totalmente diferente.

Na tentativa de elucidar o aparente engano, vejo um release mau feito - (aliás, alguém já leu algum release bem feito, ou ao menos completo?) -, para a vendagem do livro: ”Take a first look at groundbreaking research on more than 500, 000 people worldwide and discover!”. Pra quem não entende a língua-dos-infernos, é mais ou menos: dê uma pequena olhada e descubra com os super poderes do poderoso guia de como ser emocionalmente inteligente, se você é suficientemente inteligente, e ainda, como melhorar isso. Grátis, leve o curso de como usar isso no trabalho e no lar.

Logo em seguida como se fora um comentário feito especialmente para o livro, - como se Dalai e Lama bebesse dessa fonte -, mistura-se um dos princípios do budismo, que é o reconhecimento da capacidade humana de orientar sua vida para mudanças positivas, principal diferença entre os animais e o homem, com a baixeza do eterno americano-modo-de-vida. Mas a que ponto nós é chegamos, é o que eu também me perguntei.

Se um dia eles sacarem que a roupa amarela e vermelha típica dos budistas não é assim por causa do Mc Donalds, pode ser que eu ainda esteja viva pra ver.

O desastre,

Que se abate,

E nada se pode- se refazer.

Um comentário:

disse...

que interessante este espaço! virei sempre, com o maior prazer, sobretudo para acionar o diretório de reflexões e afins. oportuno!

sobre 'releases' há os bem feito, sim. do contrário, estarei indo contra a minha profissão-ganha-pão, a qual prezo e tento (pode ser que esteja apenas no âmbito da tentativa!) dignificar. aqui no www.sempreumpapo.com.br, eu os publico. sobre a essência do texto, ou seja, a brutalidade - de todas as formas - com a qual temos de lidar (e até que ponto provemos esse show de horror, hein minha cara!?), muito bom e visceral, tal qual toda grande verdade.

e, enfim, vida longa a Dalai Lama, ainda que sua luta seja, injustamente, solitária. em contrapartida, morte à Wen Jiabao e seus seguidores cegos e mordazes! mundo sujo, podre...

siga escrevendo, caríssima. isso minimiza um pouco da culpa que também há em, nós, contestadores.

até...